A patologia venosa crônica é uma das patologias mais frequente na nossa população sendo uma causa importante de absentismo principalmente em relação com profissões nas qual é exigida uma permanência prolongada na posição de pé.
As veias são um conducto que leva o sangue em direção ao coração, razão pela qual nos membros inferiores têm umas válvulas que permitem apenas o fluxo sanguíneo no sentido ascendente, encerrando quando ocorre o contrário. Quando estas válvulas estão comprometidas (ver imagem 1), as veias ficam tumefactas com aparecimento de varizes. Nesta altura com frequência surgem sintomas, como sensação de cansaço e peso nas pernas, assim como dor e edema, normalmente agravados pelo calor.
Imagem 1
Nos casos mais avançados podem surgir Flebites (ver imagem 2) que consiste no endurecimento e inflamação das veias, com agravamento da dor além do prejuízo funcional e estético (pigmentação marcada da pele).
Imagem 2
Nos últimos anos surgiram várias técnicas minimamente invasivas com vista à resolução funcional e estética de varizes. Dessas técnicas, destaca-se a radiofrequência (ver imagem 3), o laser e a esclerose ecoguiada com espuma (ver imagem 4). Todas estas técnicas têm em comum o facto de não removerem as veias safenas mas sim provocar a sua oclusão, para que posteriormente sejam absorvidas pelo organismo, tornando assim a intervenção muito menos invasiva. Por outro lado o tratamento de Telangiectasias, que são pequenas veias superficiais (vulgarmente conhecidas por derrames), mais frequentes no sexo feminino, é frequentemente realizado através de Escleroterapia (ver imagem 5), técnica que consiste na injeção de polidocanol (produto esclerosante).
Todas estas técnicas mais recentes são efectuadas utilizando o Eco-Doppler (ver imagem 6), um exame de imagem indolor, não invasivo e inócuo, que visa estudar as artérias ou veias. A disponibilidade deste aparelho no consultório permite que este exame possa ser efetuado para qualquer esclarecimento ou como parte do estudo para cirurgia.
Imagem 6
No pós-operatório de Cirurgia de Varizes deverá usar a meia elástica diariamente até nova consulta de Cirurgia Vascular (aproximadamente 1 semana após a intervenção). Paralelamente, nos cuidados de higiene diária, o paciente deverá evitar molhar as meias ou qualquer penso que eventualmente tenha. A meia poderá no entanto ser mobilizada moderadamente caso esteja a provocar desconforto. Em caso de desconforto muito acentuado, deverá contactar o seu médico.
O paciente deverá caminhar de forma normal, retomando progressivamente o seu dia-a-dia, evitando no entanto qualquer atividade física intensa assim como atividades em que tenha que estar demasiado tempo de pé parado. Na maioria dos casos é prescrito um antibiótico e um anti-inflamatório que deve ser tomado durante 5 a 7 dias. Se tiver alguma história de alergias a medicamentos ou problemas de estômago (gastrite, úlcera gástrica), deverá igualmente alertar o seu médico.
Antes de ter alta, é importante que caminhe durante aproximadamente 1 hora no Hospital/Clínica, para assegurar que os pensos se mantém secos. Nos locais onde tinha varizes foram efetuadas pequenas incisões (de 2 a 3 mm), sem pontos, o que é uma grande vantagem cosmética, contudo é usual que fiquem marcas de sangue nos pensos por dentro das meias. Quando esta situação ocorre de forma mais acentuada, recomenda-se que coloque as pernas em posição o mais elevada possível durante 2 ou 3 horas e que contacte o seu médico.